Mineral, semi-sintético ou sintético? Descubra as diferenças e benefícios de cada óleo
Devo usar óleo mineral, semi-sintético ou sintético? Quais as diferenças e custo-benefício? Há problemas em variar entre eles? Luiz Carlos / Dino Francisco Yamanaka / Wallace Juliano
O
engenheiro Sérgio Ambrus explica que os grupos de óleos básicos
estabelecidos pela Agência Nacional de Petróleo são seis. Cinco deles
são referentes a óleos utilizados em motorização de carros. Sendo um
grupo de minerais, dois de óleos tratados quimicamente para terem
qualidade superior e dois de sintéticos.
O especialista ressalta que os termos “mineral, semi-sintético e sintético”
são os mais conhecidos pelos motoristas, mas que não deve ser o
principal fator considerado na hora da compra. Ele afirma que as
classificações API (American Petroleum Institute) e SAE
(Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos) são as mais
exatas. O API avalia o nível de desempenho dos óleos lubrificantes,
classificados por duas letras, a primeira indica o tipo de combustível
do motor e a segunda o tipo de serviço. A SAE classifica os óleos
lubrificantes pela sua viscosidade, que é indicada por um número. Essas
duas informações deveriam estar no manual do veículo, para que o
consumidor saiba qual óleo é exatamente o ideal para seu carro. “Como
algumas montadoras possuem marcas próprias de óleo, é comum que ela
indique a marca no lugar da classificação”, explica o especialista.
Qual usar?
Para Vinícius Losacco, proprietário da Oficina Losacco,
não há o que se questionar quando o assunto é óleo sintético: “não
recomendo”, é o que o especialista afirma. Para ele, esse tipo de óleo
só deve ser usado em países em que a gasolina é de alta qualidade e em
carros de alta performance. “O óleo sintético gera estabilidade. A
gasolina de baixa qualidade faz com que surjam substâncias que tiram a
efetividade dessa ação estável, diminuindo a lubrificação”, explica.
Além disso, Losacco conta que o óleo sintético tem o custo mais alto.
Ainda
assim, ele afirma que o dono do carro deve seguir exatamente o que o
manual diz. “Ele pode variar entre as marcas, mas jamais escolher um
óleo semi-sintético, por exemplo, se o manual diz que o mineral é o
melhor”, conta.
Entre o óleo semi-sintético e o mineral, o
especialista afirma que os dois são eficientes. O motorista deve usar
aquele recomendado pelo manual, sendo que o semi-sintético é um pouco
mais caro.
Dicas
Para saber
com quantos quilômetros o óleo deve ser trocado, sempre verifique o manual do
carro.
Se o carro
apresentar alguma reação diferente após a troca do tipo de óleo (como ruído no
motor) é porque o óleo escolhido não é apropriado para o carro.
Nunca
complete o óleo, o correto é trocar todo o conteúdo. O óleo antigo irá
contaminar o novo.
O óleo
sintético só funciona em carros de alta performance (como os carros de
corrida), ele só trabalha em temperatura muito alta. Sendo assim, em carros
comuns, ele não irá render e irá prejudicar o carro.
Caso não
haja restrição no manual sobre a troca do mineral para o semi-sintético, a
troca de todo o filtro de óleo deve ser feita, e essa variação entre os óleos
não deve acontecer com frequência.
Fonte:Auto esporte