quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Motor 1.0 pode ser acelerado bastante para render mais?

Confira a resposta e uma série de outras sobre mecânica automotiva


      Para carros com motor 1.0 obterem um maior rendimento deve-se acelerar bastante? Fazendo isso o carro gasta mais combustível? Luiz Antonio Galli - SC/Águas de Chapecó

      Na opinião do engenheiro mecânico e proprietário da oficina Motor Max, Rubens Venosa, o motor 1.0 foi criado com o objetivo de se ter um carro que ande menos e consuma menos. “Certamente o carro renderá mais se for acelerado, mas junto trará problemas para a durabilidade do motor e um gasto de combustível muito maior”, alerta.

      O especialista afirma que esse tipo de motor não foi projetado com a intenção de render mais, mas sim de economizar. “Não recomendo o 1.0 para pessoas que querem acelerar, ele é para quem quer evitar gastos”, explica. Sendo assim, quanto mais baixa for a rotação em que o motor trabalhar, mais ele irá durar. Se a pessoa esticar muito a marcha, a durabilidade vai ser extremamente menor, fazendo com que o motor tenha uma vida bem mais curta do que o normal.


Fonte: Auto esporte

Fiat Uno History 1983-2012

Novo Gol - "Detalhes"

Por que mesmo com a troca da pastilha de freio o barulho de peça gasta continua?

Confira a resposta e uma série de outras sobre mecânica automotiva



      Troquei as pastilhas de freio do meu Corsa Classic, mas quando pressiono o pedal do freio faz um barulho de como se as peças já estivessem gastas. O mecânico tirou um pouco do material no esmeril para tentar resolver o problema. Gostaria de saber o porquê do barulho e se o mecânico fez certo. Jorge Portella

      A pastilha e o disco de freio se desgastam com o tempo de uso até que a troca é necessária e surge o famoso barulhinho. Quando só uma das peças é trocada o barulho pode permanecer. No caso do leitor, a pastilha estava nova, mas o disco com imperfeições. "O barulho é causado pela rebarba do disco usado, que entra em contato com a pastilha. Na colocação, teriam que retificar o disco ou trocar a peça por uma nova", explica Daniel Lopes, gerente da oficina Motor Max.

      A indicação do profissional é de que, na hora da troca, as duas peças sejam novas para evitar problemas. "O mecânico fez um 'quebra-galho', removendo as rebarbas do disco. Isso funciona na prática, mas não é indicado", afirma Lopes. 

Fonte: Auto esporte

Qual é o melhor tipo de óleo para carro?

Mineral, semi-sintético ou sintético? Descubra as diferenças e benefícios de cada óleo




     Devo usar óleo mineral, semi-sintético ou sintético? Quais as diferenças e custo-benefício? Há problemas em variar entre eles? Luiz Carlos / Dino Francisco Yamanaka / Wallace Juliano
 
     O engenheiro Sérgio Ambrus explica que os grupos de óleos básicos estabelecidos pela Agência Nacional de Petróleo são seis. Cinco deles são referentes a óleos utilizados em motorização de carros. Sendo um grupo de minerais, dois de óleos tratados quimicamente para terem qualidade superior e dois de sintéticos.
     O especialista ressalta que os termos “mineralsemi-sintético e sintético” são os mais conhecidos pelos motoristas, mas que não deve ser o principal fator considerado na hora da compra. Ele afirma que as classificações API (American Petroleum Institute) e SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos) são as mais exatas. O API avalia o nível de desempenho dos óleos lubrificantes, classificados por duas letras, a primeira indica o tipo de combustível do motor e a segunda o tipo de serviço. A SAE classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade, que é indicada por um número. Essas duas informações deveriam estar no manual do veículo, para que o consumidor saiba qual óleo é exatamente o ideal para seu carro. “Como algumas montadoras possuem marcas próprias de óleo, é comum que ela indique a marca no lugar da classificação”, explica o especialista.

     Qual usar?

     Para Vinícius Losacco, proprietário da Oficina Losacco, não há o que se questionar quando o assunto é óleo sintético: “não recomendo”, é o que o especialista afirma. Para ele, esse tipo de óleo só deve ser usado em países em que a gasolina é de alta qualidade e em carros de alta performance. “O óleo sintético gera estabilidade. A gasolina de baixa qualidade faz com que surjam substâncias que tiram a efetividade dessa ação estável, diminuindo a lubrificação”, explica. Além disso, Losacco conta que o óleo sintético tem o custo mais alto.
     Ainda assim, ele afirma que o dono do carro deve seguir exatamente o que o manual diz. “Ele pode variar entre as marcas, mas jamais escolher um óleo semi-sintético, por exemplo, se o manual diz que o mineral é o melhor”, conta.
Entre o óleo semi-sintético e o mineral, o especialista afirma que os dois são eficientes. O motorista deve usar aquele recomendado pelo manual, sendo que o semi-sintético é um pouco mais caro.




     Dicas
     Para saber com quantos quilômetros o óleo deve ser trocado, sempre verifique o manual do carro.
     Se o carro apresentar alguma reação diferente após a troca do tipo de óleo (como ruído no motor) é porque o óleo escolhido não é apropriado para o carro.
     Nunca complete o óleo, o correto é trocar todo o conteúdo. O óleo antigo irá contaminar o novo.
     O óleo sintético só funciona em carros de alta performance (como os carros de corrida), ele só trabalha em temperatura muito alta. Sendo assim, em carros comuns, ele não irá render e irá prejudicar o carro.
     Caso não haja restrição no manual sobre a troca do mineral para o semi-sintético, a troca de todo o filtro de óleo deve ser feita, e essa variação entre os óleos não deve acontecer com frequência.
  
Fonte:Auto esporte