segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As capas automotivas protegem mesmo a pintura?

      Paulo Borges, por email
      “A capa não deve ser colocada se estiver com a parte interna molhada, se o veículo estiver com o motor quente ou se ele estiver molhado, por exemplo. O material é impermeável, portanto, não deixa a água penetrar e, em caso de mau uso, também não deixa a água sair. É isso que pode causar manchas”, explica Valéria Rosa, gerente de vendas da Bezi Indústria e Comércio.
É indicado evitar usas capas em carros recém-pintados. Para Daniel Correia, assistente da oficina SP Center Car, o uso prolongado da proteção pode, sim, manchar a pintura. “Em dias muito quentes, a capa acaba atuando como uma estufa. Por causa disso, o verniz acaba perdendo o brilho com o tempo. Uma boa alternativa é deixar o carro sem ela ao longo do dia” Para cobrir a mancha, o assistente garante que o polimento é suficiente.

      Correia também comenta que o uso de capas em garagem coberta, para evitar acúmulo de poeira, não afeta a pintura. O mercado oferece uma série de opções, que começam com materiais permeáveis, passam por películas externas impermeáveis e chegam a opções requintadas, com sistema de ventilação e de ancoragem e nove camadas de material para proteção. A faixa de preços pode variar entre R$ 40 e R$ 230, dependendo do modelo e de suas medidas.

Fonte: Auto Esporte

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pintura vermelha perde a cor mais rápido?

Quando fui comprar meu carro, tinha em mente adquirir um modelo de cor vermelha, entretanto muitas pessoas disseram que essa cor tradicionalmente "queima" com o passar do tempo, graças à intensa exposição ao sol, neblina e sereno. Atualmente, isso ainda é valido para o vermelho? Mesmo ela sendo sólida, metálica ou perolizada?"
Thiago Berná, por email
O problema mencionado não existe nos dias atuais, o que se deve à alta tecnologia com que se pintam os carros nas montadoras. “Antigamente as cores sólidas (como a vermelha) eram conhecidas por ‘monocamadas’. Hoje, o sistema utilizado nas montadoras é 100% dupla camada, ou seja, basecoat (segunda camada da pintura, que dá a cor ao automóvel) e verniz, que oferece resistência e brilho”, comenta José Augusto Penalva, gerente técnico de repintura automotiva da BASF.

O verniz utilizado apresenta elevado índice de desenvolvimento tecnológico em termos de resistência a intempéries, aumentando em muito a durabilidade das tintas por diversos tipos de exposição, o que também inclui a radiação ultravioleta.

Com relação aos diferentes tipos de tintas, segue um resumo das características de cada uma:
Tinta sólida: utiliza pigmentos sem efeito. Exemplos: tons de branco, preto, amarelo, vermelho etc.
Tinta metálica: possui pigmentos de efeito alumínio, juntamente com o pigmento da cor. Exemplos: tons de prata, dourado etc.
Tinta perolizada: possui pigmentos perolizados de efeito translúcido, além do pigmento da cor. Desse modo, geralmente promove um efeito mais discreto do que o metálico e dá mais profundidade à cor. Exemplo: vermelhos, azuis ou verdes perolizados etc.
Tinta fosca: o efeito é conseguido por meio de um verniz sem brilho sobre o basecoat. Em geral, resulta em cores utilizadas em séries especiais de veículos ou tuning (técnica de personalização de carros).

Auto Esporte

Escapamento: Retirar silenciador e conversor aumenta potência?

O que acontece tecnicamente com um veículo quando retiramos do escapamento os silenciadores e o conversor catalítico? Ocorre aumento de potência? Aumenta o consumo de combustível?
Derlindo Junior, por email
“Ao retirar os dois ítens, o veículo deixará de atender aos limites de emissões de poluentes e de ruídos previstos em lei. Com menor contrapressão, o motor até poderia ganhar um pouco de potência, mas isso acaba não ocorrendo porque ele não está calibrado para funcionar nestas condições", explica Sidney Oliveira, gerente de vendas e marketing da Bosch e vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva.
A retirada desses itens altera a contrapressão do escape (restrição de saída dos gases, que ocorre na passagem deles pelo catalisador e pelo silencioso), fazendo com que o motor passe a trabalhar fora de calibração, fator que leva em conta o nível de emissões de gases, o consumo de combustível, a dirigibilidade e o ruído. Oliveira aponta que, dessa forma, qualquer alteração fatalmente irá comprometer um ou mais desses quesitos. "Aliás, essa mudança pode até acarretar aumento de consumo de combustível”, explica.
Ele comenta ainda que até as curvas do escapamento interferem na calibração do motor. “É verdade que um sistema mais aberto e livre poderia melhorar sensivelmente o desempenho, mas só se o motor estivesse devidamente ajustado para um escape desse tipo”, explica o vice-presidente.

Fonte: Auto Esporte

Como remover respingos de tinta que caíram na lataria?

      Gostaria de saber como remover respingos de tinta da pintura do meu carro. Estacionei perto de um local que estava pintando e meu carro zero ficou todo cheio de respingos de tinta, inclusive nas partes de borracha. O que faço para remover?
Darlan de Castro Guimarães
      Primeiro é preciso saber do que é feita a tinta que caiu no veículo. Se for à base de água a solução do problema é bem fácil. “Como as tintas látex, dá para remover com um pano ou com algodão, utilizando um polidor”, explica Wilson Zimmermann, da oficina de pintura e funilaria SP Center Car.
      Agora, se a tinta não for à base de água, o problema é bem mais complicado e o mais indicado é que um profissional faça o serviço de remoção. “Respingos de tintas em carros zero quilômetro, que nunca sofreram pintura, podem ser removidos com thinner”, diz Wilson, que ressalta: “mas tem que ser feito [a remoção] por um profissional. O thinner é um solvente muito forte”.
Em carros que já passaram por pintura, o solvente não pode ser utilizado porque remove a tinta do veículo. Nesses casos, somente uma nova pintura pode resolver o problema. O preço de um polimento completo fica na faixa de R$ 200 a R$ 240. Já a repintura do veículo pode variar de R$ 300 (apenas a peça atingida pela tinta) a R$ 4.000 (o carro todo).

Auto Esporte 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como é feita a substituição do airbag? É obrigatória?

     Quando o kit airbag dispara, eu tenho a obrigação de trocá-lo? Existe alguma lei que regulamente isso? Como deve ser feita a troca? Sálvio Gustavo Luz


     Quando o airbag é acionado, geralmente o sistema precisa de um reparo. O tamanho do estrago, no entanto, depende do carro e do tipo de sistema adotado. “Alguns projetos danificam o painel inteiro, inclusive o volante”, diz Carlo Gibran, gerente da Bosch. “Outros tem um sistema de abas, que não afeta o carro, mas, independente disso, as bolsas precisam ser trocadas”. Segundo Gibran, elas são dobradas de um jeito especial, com talco, para que não colem na hora de abrir. 



 

     Não há, no entanto, nenhuma lei que obrigue a troca do kit depois que ele é acionado. “As concessionárias conseguem verificar se o airbag está ativo, mas não há nenhum mecanismo de inspeção”, afirma Gibran. Além das bolsas e de possíveis danos ao painel, sensores que ativam o airbag também precisam de troca depois de utilizados, bem como o dispositivo pirotécnico que retrai o cinto de segurança. 

Fonte: Auto Esporte